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A imagem vertendo óleo

15 de setembro de 2000 - Vila Del Rey.

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Nesta noite eu rezava na Capela, sentado na poltrona onde o Anjo e Nossa Senhora sentaram. Estava intrigado com a imagem de Jesus crucificado vertendo óleo, já há quase 20 dias. Comecei queixando:
Senhor Jesus, como podes fazer isto? Esta imagem,que eu mesmo fiz de barro, não poderia verter óleo. Isto que acontece não é natural. Por que ages desta forma, quando sabes que isto transtorna o meu espírito? Sabes que existem mistificações com imagens de Tua Mãe Santíssima. Receio que as pessoas possam ver nisso sinais enganosos. Por favor, Senhor Jesus, não me deixes nesta agonia, onde Teu silêncio dói como um abandono. O que Te fiz que não Te agradou ?...
De repente, comecei a perceber uma coisa estranha: sentia-me leve, a Capela parecia expandir-se, crescer. Eu subia, subia... Vi o céu estrelado... e lá embaixo a Capela ...o chão de cristal. No meio, o Sacrário reluzia. E um vento frio mas confortante começava a roçar meu rosto. 
Fiquei extasiado vendo tudo aquilo. Depois fui sugado por uma força estranha e colocado de pé diante do crucifixo. E a voz de Jesus se fez ouvir:
– Você quer saber por que faço isso?
– Sim, quero, Senhor Jesus, porque o meu espírito está inquieto. 
– Busque papel e como possa escrever, que ditarei o porquê.
– Onde, Senhor Jesus, a esta hora? É quase meia-noite!
– Não faça do meu pedido uma tolice, vá e traga papel e algo com que possa escrever!
Saí da Capela, me dirigi à mesa do computador, apanhei o material e voltei. Jesus começou então a ditar uma série de considerações. De vez em quando me pedia para mudar de folha, e perguntava:
–  Está cansado?
– Não, Senhor Jesus!
–  Então reze a oração que ensinei a vocês.
Eu rezava o Pai-Nosso e Ele continuava. Fez isto no final de cada uma das cinco folhas que enchi. Eis suas considerações:
Esta imagem verte óleo:
Por minha Igreja, que definha por falta de fé;
Por minha Igreja, que comanda com interesses pessoais e se junta a um  ecumenismo também interesseiro;
Por minha Igreja, que se afunda na lama da incredulidade eucarística; 
Por minha Igreja, que deixa ordenar sacerdotes homossexuais, quando esta verdade está clara diante dos bispos responsáveis;
Por minha Igreja, que produz conventos e mosteiros que são antros de perversão, ao invés de serem celeiros espirituais;
Por minha Igreja, que admite maçons em suas fileiras; 
Por minha Igreja, que mistifica;
Por minha Igreja, que é crucificada quando defende a justiça e a caridade; 
Por minha Igreja, que maltrata seus sacerdotes velhos e fracos, fiéis à Sua tradição;
Por minha Igreja, que maltrata seus consagrados e consagradas fracos e velhos, fiéis à sua tradição.

Esta imagem verte óleo:
Diante da incredulidade; 
Diante da infidelidade;
Diante de uma tecnologia massacrante, que faz do homem um escravo das coisas terrenas;
Diante do ódio crescente na Terra;
Diante dos casamentos desfeitos, levados pela intolerância; 
Diante da prática da feitiçaria;
Diante dos roubos;
Diante dos assassinatos;
Diante da falta de pudor;
Diante do desespero provocado pela falta de confiança no Pai que está  no Céu, que os leva ao suicídio.

Esta imagem verte óleo:
Devido à mentira que maltrata o próximo; 
Devido ao abuso de, poder;
Devido à falta de coragem em defender a Igreja e seus dogmas; 
Devido aos planos diabólicos para destruir, ao invés de construir para o bem; 
Devido à omissão diante das desigualdades sociais; 
Devido aos desmandos diante da natureza criada pelo Pai; 
Devido à falta de tolerância diante dos idosos;
Devido à falta de estrutura social da juventude;
Devido à omissão diante do crescimento das seitas; 
Devido à Aids, que definha o ser humano.

 Esta imagem verte óleo:
Pelo sacrifício dos inocentes;
Pelo sacrifício da velhice desamparada;
Pelo sacrifício das ideias renovadoras, calcadas no Evangelho; 
Pelo sacrifício das ideias voltadas para uma sociedade justa;
Pelo sacrifício daqueles que se colocam em campo, mesmo sabendo que são minoria;
Pelo sacrifício dos povos dominados pelo ódio;
Pelo sacrifício da honestidade diante da desonestidade; 
Pelo sacrifício da palavra justa diante da palavra injusta; 
Pelo sacrifício dos iluminados pelo Espírito Santo;
Pelo sacrifício daqueles que amam.

Esta imagem verte óleo:
Por causa da iniqüidade entre vocês;
Por causa da falta de amor entre vocês; 
Por causa da falta de caridade entre vocês;
Por causa da distorção de minhas palavras entre vocês; 
Por causa da falta de honestidade entre vocês;
Por causa das guerras entre vocês;
Por causa da falta de união entre vocês; 
Por causa da falta de paciência entre vocês;
Por causa do aborto entre vocês;
Por causa da eutanásia entre vocês.

Depois Ele terminou dizendo: 
– Aí está o porquê esta imagem de barro verte óleo, e você acha isto sobrenatural! Eu lhe digo: sobrenatural é o que vocês fazem quando transformam a casa do meu Pai num antro de perdição e iniqüidade. 
Vocês estão transformando o mundo num templo comandado pelo Diabo. Isto é sobrenatural aos olhos do espírito. No Céu, isto é sobrenatural!
– Desculpa-me, Senhor Jesus. Sinto-me envergonhado diante de Tua presença. Perdoa minha ignorância diante destas coisas e meu julgamento injusto diante de Tuas considerações. Farei tudo para aprender contigo o que é sobrenatural diante da matéria e sobrenatural diante do espírito. 
– Sabe, então, que está errado?
– Sei. Só não entendo como vens a mim, se estou tão inseguro e cheio de erros.
–  Não venho para os sãos, venho para os doentes.
– O Senhor irá repetir o que aconteceu com esta imagem?
– Repetirei tanto quanto for necessário, para que compreendam que se vocês calam diante das coisas que não são naturais diante do Pai que está no Céu, farei com que as pedras falem.
– Obrigado, Senhor Jesus!
Ao falar isto, fui literalmente puxado de volta para a cadeira onde estava sentado, com as folhas de papel na mão, onde escrevi as considerações de Jesus.

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