diálogos com jesus e raymundo lopes

Eis a minha ajuda, para que se ponha de pé!

15 de maio de 2001 - Capela Magnificat - Vila Del Rey

Eis a minha ajuda, para que se ponha de pé!

Tenho consciência de que não conseguiria levar adiante os pedidos da Mãe de Deus, se não fosse sua interferência objetiva, que me impele a prosseguir, acreditando naquilo que dela ouço.
Deus permite esses diálogos, que me dão força para superar os mais variados e constantes obstáculos que se interpõem no meu caminho, tentando enfraquecer-me e tirar-me o ânimo. Entretanto, desde janeiro deste ano, tenho sentido a ausência deles. Por mais que rezo, não obte-nho resposta. O que teria acontecido?… Por que esse silêncio?… Em vão, entro na Capela, procurando sentir a presença de Jesus… Cheguei a pensar que fosse hora de caminhar apoiado apenas no que ouvi do Céu.
Hoje entrei na Capela, por volta das 6:30 da manhã. Ansioso, sentei no chão e comecei a rezar: Senhor bom Deus, me dá pelo menos paz, porque nestes últimos meses têm acontecido coisas que me tiram a paz; estou-me sentindo perdido e não sei como agir.
Fiquei sentado por algum tempo e, ao levantar, senti uma fortíssima dor na coluna, que me deixou imobilizado. Meu coração disparou. Eu sentia que ia morrer. Ao tentar novamente levantar, puxei a toalha da mesa do altar e tudo que estava nela caiu em mim: jarra de flores, velas etc. Arrastei-me até a porta da Capela, mas senti algo como uma barreira de vidro ou uma cortina de água a separar-me do exterior. Então exclamei: Senhor bom Deus, o que desejas de mim? Onde errei? Se errei, perdoa-me! Em seguida, apoiei-me próximo à porta da Capela, até que a dor passasse. Ao olhar para o altar, vi uma forte e brilhante luz azulada saindo do Sacrário, e uma voz imperativa dizendo: “Venha até Mim!” Arrastei-me até o altar, pois não conseguia ficar de pé, a dor era muita. Fiquei entre flores e velas, num chão todo molha-do. E a voz disse:
– Levante-se!
Tentei levantar-me. Não conseguindo, repliquei:
– Não posso, Senhor. Somente conseguirei com a Tua ajuda.
Vi então formar ao meu lado duas fortes mãos, que me pegaram pelos braços e me colocaram de pé, sem dificuldade, sumindo em seguida. A partir daí, enquanto estive diante do Sacrário, desapareceu toda a dor. Então ouvi:
– Eis a minha ajuda para que se ponha de pé!
Envergonhado, achei que deveria ir embora: aprendera mais uma lição, que já deveria estar bem gravada em meu coração. Mas, ao chegar à porta da Capela, ouvi novamente a voz:
– Não se afaste de minha presença! Venha até Mim!
Voltei e, de frente para o Sacrário, procurei escutar o que Jesus tinha a me dizer.
– Você está à procura de paz. Eu lhe tenho dado a minha paz, mas você está à procura da paz do mundo, esta não está destinada a você, por enquanto. Esta é, portanto, a razão da sua inquietude. Virão pro-blemas e terá de enfrentá-los com a minha paz e não com a paz que a razão lhe propõe.
– Senhor, estou com duas preocupações e necessito expô-las em Tua presença. Tenho permissão para isto?
– Conheço suas duas preocupações e outras que virão. Com relação à primeira, não inquiete seu coração, Dom Schuch está dominado por uma força que não tem poder sobre Mim, mas causará um desastre no coração dele. O Grupo Missionário terá problemas mas, no final, minha doce e querida Mãe sairá vencedora. Quanto à segunda, lhe digo e peço que faça o seguinte:
Minha Igreja, por um período de três marcas, estará num conturbado processo de discussões teológicas e doutrinárias seriamente prejudiciais. Você bem sabe que meu escolhido já não comanda suas ove-lhas. O mesmo que domina Dom Schuch, domina padres, bispos e cardeais; mas lhe digo: ele não tem poder sobre minha Igreja, mas é necessário que isso se passe dessa forma. Se deseja atenuar esse processo, use da arma que minha querida e doce Mãe lhe forneceu: o Rosário. Você lhe fez uma promessa e uma disponibilidade em rezá-lo todo dia 25, nesta Capela. Junte em torno de você um número razoável de missionários e faça desse momento uma oferta, para que a força daquele que domina este mundo seja reduzida nesse período de três marcas. O que está previsto acontecerá, mas está em suas mãos o poder que lhe dou para atenuá-lo.
– Senhor Jesus, como posso ter este poder dado pelo Senhor, se tenho consciência de que não possuo qualificação para isto?
– Quem lhe dá qualificação sou Eu, e não as forças deste mundo; e você não está só. É plano de minha querida e doce Mãe que outros façam o mesmo em diversos pontos do seu continente. É chegado o momento em que terá de fazer o necessário para que seja dado curso àquilo que foi sugerido por Mim.
– De que se trata, Senhor?
– Da defesa de minha presença na Eucaristia, pois Ela será uma das vítimas dos lobos da maçonaria eclesiástica, nesse período. Trabalhem juntos e terão, num futuro próximo, uma Igreja forte, sem mancha e sem rugas. Agirei em seu coração, para que saiba o que fazer, mas não em sua disponibilidade, esta você terá de conduzi-la. Deixe do lado do meu Sacrário, nesta Capela, os castiçais que adquiriu em Portugal. Acenda neles velas, que sejam para vocês sinal de minha presença, sinal de minha luz. Deixe que elas ardam durante o momento em que me adorarem, rezando o Rosário de minha querida e doce Mãe. Eu farei fluir de sua fraqueza o meu poder, e desta Capela, conforme já prometi, a minha misericórdia. A todos que aqui me procurarem com o coração unido ao meu, desejo atendê-los; e isto o farei conforme também lhe prometi. Estou com vocês; procurem estar comigo! Não fiquem preocupados com o que virá amanhã. Caminhem, agora, e não duvidem de minha presença. Das dores físicas não o livrarei, mas das dores do espírito, tem a minha presença, e isto lhe basta.
Dizendo isto, as coisas voltaram ao normal. As dores na perna também voltaram, porém atenuadas. Comecei então a ajuntar tudo que estava esparramado pelo chão. Saí da Capela e fui preparar o Terço da Basílica de Lourdes, pois era terça-feira. 

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