diálogos com jesus e raymundo lopes

Meu Deus, era Jesus!

Terça-feira, 23 de maio de 1995 - Vila dei Rey

Meu Deus, era Jesus!

Nesta madrugada o padre Rubem Schuch estava no meu apartamento, para presenciar a chegada da mensagem de Nossa Senhora, titulada Jesus quer a Igreja unida, como era no princípio, acompanhado de alguns amigos. Após ditá-Ia, a Mãe de Deus me permitiu fazer-lhe algumas perguntas sobre o Eduardo, cujo falecimento, naquela noite, completava 7 dias.
Havia sobre a mesa uma carta de Maria Célia Amaral de Morais, entre outras, pedindo à Virgem conselhos, mas nada foi falado a respeito.
Depois que as pessoas se foram, fiquei sozinho para escrever o diálogo a respeito do Eduardo, mas, não sei por que, meu espírito estava inquieto com aquela carta.
Quando escrevo esses diálogos, procuro concentrar meu pensamento nas coisas que a Virgem me fala, para colocá-Ias no papel com a maior tranqüilidade e transparência. Entretanto, algo desviava minha atenção para aquela carta, e o envelope continuava em cima da mesa, na minha frente ... De repente, escutei, perfeitamente, uma voz masculina me dizer:
- Raymundo, quero lhe falar!
Era uma voz firme, mas aveludada, com uma tonalidade respeitosa e, ao mesmo tempo, doce e gentil. Assustado, perguntei:
- Quem está aqui?
Não houve resposta, mas a voz, prosseguindo, me disse:
Tenho lhe falado no coração desde que nasceu, e permiti que me visse uma vez. Tem me dado consolo, quando meu Coração, que tanto ama a humanidade, se sente traído pela falta de fé dos homens. Nesta noite, vou lhe dar um presente: abra a carta que está na sua frente.
Havia na minha frente três envelopes, um sobre os Dez Mandamentos comentados por Nossa Senhora e vertidos para o inglês, outro do padre Rubem, e o terceiro, da Celinha Morais.
Meu primeiro impulso foi apanhar o envelope do padre Rubem, mas a voz me interrompeu dizendo:
- Não é esse envelope!
Apanhei, então, o da Celinha. Tendo a confirmação de que apanhara o envelope certo, o abri. A voz, com suavidade, pediu:
- Escreva!
Neguei, dizendo:
- Não escrevo, se não souber quem é que fala comigo!
- Escreva! - repetiu.
Neguei de novo, alegando que obedeceria somente se soubesse a procedência do diálogo.
- Então, escrevo Eu, para que saiba que estou perto de você, guiando-o e instruindo-o sobre tudo que está recebendo do Céu. A Santa das Santas lhe dá, todas as semanas, Sua preciosa presença, para que saiba de sua missão na terra. Agora, dê-me a sua mão!
Dizendo isto, comecei a sentir um calor estranho na mão, e não a conseguia controlar. Minha mão deslisou sobre a mesa, sem que eu quisesse, apanhou uma caneta e, em cima da carta da Celinha, foi escrita a palavra confiança, completamente diferente da minha letra.
Depois, aquela voz me falou:
- Agora Eu assino, para que saiba quem lhe falou esta noite, e fique preparado para que, outras vezes, isto aconteça.
Então, a caneta quase voou da minha mão e, numa fração de segundo, "desenhou" no papel a figura de um peixe.
- Meu Deus, era Jesus! - exclamei, em seguida.
Isto mesmo, era Jesus que, naquela noite, me falara.

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