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Caminho do sofrimento misericordioso de Yeshua

Via-Sacra

Caminho do sofrimento misericordioso de Yeshua

Reflexão sobre o diálogo do dia 12/04/2014

Falar de via-sacra requer uma reflexão apurada dos fatos acontecidos com Jesus, porque via-sacra não é vivenciar apenas Sua condenação terminada na morte e ressurreição, é reviver a trajetória de um Deus que se fez homem e terminou como homem, sujeitando-se a toda sorte de acontecimentos que por determinação Divina era necessária.
Falar de via-sacra requer conhecimento do porquê isso foi necessário. O que levou a humanidade a receber um Deus como homem? Este é o nosso castigo,e para Ele um testamento de misericórdia.
O que é via-sacra senão a revisão de nossa história passada a limpo? O que corresponde à verdade imponderável de um Deus? Sujeitar-se a passar pelo nosso caminho de dores, frustações e inexoravelmente terminar na terra?
Isto é via-sacra!!!
Nossa ressurreição inicia-se onde se instala a morte de Jesus, porque antes estávamos condenados ao afastamento de Deus Pai; agora recebemos de presente um Deus/Jesus à nossa disposição, como Ele mesmo disse:“Estarei convosco até o final dos tempos”.
Nossa via-sacra termina, e a de Jesus/Deus inicia-se ao aceitar nosso convívio na eternidade, que por noção de direito pertence aos anjos.
A bela e serena Senhora é nossa intérprete nesse caminho, porque foi Ela a determinante dessa jornada mística, que, se formos dignos das promessas de Cristo,nos fará viver para sempre, e enfim compreenderemos porque nasceu e morreu Jesus.
Essa é a via-sacra que teremos de meditar para personificar Cireneu a caminho do Gólgota, que sem dúvida é nossa mente belicosa e sem compreensão do que é ser Deus e se fazer homem por amor, somente amor.
Raymundo Lopes

Via-Sacra
Caminho do sofrimento misericordioso de Yeshua

Chegamos eu e o Francisco a Porto Alegre, numdiachuvoso (11 de abril), por volta das 13:20 horas. Ricardo e Silene nos aguardavam no aeroporto e nos levaram para o hotel. Lá almoçamos e dirigimo-nos ao SIM, enquanto o Ricardo retornou ao seu trabalho. Logo de chegada, encantei-me com os quadros de uma via-sacra dispostos na parede da sala onde no dia seguinte faríamos a reunião sobre o projeto Mãe do Divino Amor. Pouco depois o Francisco e eu começamos a fazer algumas considerações para os presentes;mais tarde o Ricardo voltou e chegaram mais algumas pessoas, mas eu só tinha olhos para a via-sacra na parede.
No dia seguinte, o Francisco começou a palestra dele sobre as direções das capelinhas (projeto Mãe do Divino Amor), e eu novamente admirando os quadros da via-sacra, quando escutei, entre algumas outras coisas, a voz da Doce Senhora:
Afaste-se, porque necessito falar com você!!
Afastei-me e fui para uma saleta, onde fiquei esperando.
Então escutei:
Você deve deixar o Francisco falar, sua presença acarreta em seu espírito situações que são inoportunas, ele não percebe isso.
Você deixará cair em seu espírito o deslumbramento do que tenho a lhe declarar.
A via-sacra que Yeshua viveu não condiz em nada com o racional de vocês.
Ela iniciou-se nas palavras do Anjo do Senhor a mim, passando pelo nascimento e vamos caminhar pelo aprendizado, minha descoberta no templo, a morte de meu caro Joseph, os festejos de Caná, o derramamento de água na cabeça de Yeshua, o episódio do deserto, a escolha das pessoas que deveriam acompanhar Yeshua, a morte de meu primo João, o ápice da páscoa onde Yeshua se deu a vocês, a traição de Iscariotes, Yeshua diante do governador, Sua atitude diante da condenação, e finalmente, como não deveria ser, Sua morte terrena.
Mas, e a via-sacra?
O que quer dizer via-sacra?
– O sofrimento de Jesus. – respondi.
Para um Deus que desejou ser homem esse é um sofrimento misericordioso; as considerações terrenas cristãs, eu as venero, mas, Daniel!!,via-sacra deseja dizer, em sua língua – caminho sagrado –, esse é o caminho sagrado que condiz na linguagem cá do alto.
– Estamos fazendo errado?
Não, mas nada impede que conheça o caminho sagrado traçado por Yeshua, porque esse é o desejo do Pai, transmitido a mim, não pelas palavras, mas pelo conhecimento do espírito.
– Estamos promovendo uma via-sacra nos jardins da Capela Magnificat, posso levar a público isso?
Como não? Mas terá interferências negativas à respeito.
– Como deveremos chamá-las, então?
Chame-as“Caminho do sofrimento misericordioso de Yeshua !!”
– E via-sacra?
Como desejar!
– Posso continuar fazendo-as?
Por que não? Mas não condiz com a verdade necessária.
– Está escrito que fazias uma via-sacra!
Não esta, que apaguei de minha memória terrena, procurava lembrar-me do caminho misericordioso. Fique agora perto do seu amigo, porque estarei com vocês.
Dizendo isto, tudo se calou.
Raymundo Lopes
Vila Del Rey, 16 de abril de 2014

 

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