dialagos-com-nossa-senhora-e-raymundo-lopes

O grande acontecimento que se avizinha

Diálogo de Nossa Senhora com Raymundo - Vila Del Rey - 29 de junho de 2005

O-grande-acontecimento-que-se-avizinha

Terça-feira, dia 28, cheguei em casa visivelmente cansado, a ponto de não conseguir dormir. Por volta das 2 horas da manhã (29), desisti de tentar conciliar o sono, resolvi descer e ficar um pouco na sala de visitas. Tinha muitas preocupações; a que mais me atormentava era a dúvida se devia ou não publicar os textos autênticos dos diálogos que tive nos primeiros encontros com Nossa Senhora, ocorridos no período de 28 de janeiro a 30 de junho de 1992.
Neles, tiveram coisas que ficaram retidas a pedido da Mãe de Deus; mas também outras que foram excluídas ou modificadas a ponto de não se poder reconhecer neles o que realmente me ocorreu. Fui pressionado a fazê-lo por padre Mário Gerlin (falecido em 27/02/1993), único sacerdote que no início me apoiou, chegando a tornar-se meu confidente. Ele acreditava em minha vidência e queria me ajudar, mas nisto, nos textos a serem impressos e divulgados, não foi muito feliz. E eu, inexperiente em questão tão delicada, deixei que assim fosse feito.
Na verdade, a primeira e segunda edições desses diálogos (1992), foram a público de forma alterada, o que me deixou, durante estes 13 anos, com um terrível sentimento de culpa. Interessante que Nossa Senhora nunca me cobrou isso. Durante todo o período posterior, em que recebi as mensagens semanais (de 09/02/1993 a 04/02/1997) e outros diálogos, Ela nunca me falou dessa “omissão”. Omisso por deixar que fossem assim publicados, e preocupado por ter escutado de Nossa Senhora coisas proféticas que, uma vez confirmadas, como agora acontece, dariam provas de autenticidade, provavelmente abrindo novos caminhos a esta Obra Missionária. Nestes 13 anos, eu não queria pensar nisto.
Nossa Senhora continuou a falar comigo até 11/02/1997, retornando em 25/07/2000, depois de ter ficado ausente de suas manifestações na terra, por três anos e meio (1260 dias).
O importante era aprender com Ela e fazer com que a Obra crescesse, com minha postura e fé naquilo que dela tinha escutado. Isto era e é importante. Tive o cuidado de preservar em manuscrito o verdadeiro relato, a pedido de Nossa Senhora e de meu diretor espiritual, e de guardar sob sete chaves esse segredo. Era minha intenção que, se eu viesse a falecer de repente, essas revelações pudessem então vir  público. Entretanto, sempre tive em conta que o mais importante era manter em segredo o que assim tinha sido pedido. O restante sempre achei que se tratava de fatos que nada mudariam no contexto que me havia sido revelado. Esta foi a razão que me levou à decisão de nada pronunciar a respeito, até que me fosse dado o sinal verde para falar. E este sinal finalmente veio, recentemente, conforme foi prometido por Nossa Senhora. Não é fácil tomar uma decisão desta. Imagino o que passou Lúcia com o “Terceiro Segredo de Fátima”.
Estava, como disse acima, a pensar nisto, quando escutei a porta da frente abrir. Levei um susto. Achei que os empregados tivessem esquecido a porta destrancada. Posicionei-me para enfrentar o suposto ladrão que invadia a casa. Mas qual não foi minha surpresa quando vi que era o garoto (Anjo) que sempre me visita, geralmente em horários improváveis.
– Daniel, posso entrar? – perguntou-me.
– Como, pode entrar, se você mesmo destravou a porta e já entrou?
– Quero que saiba que estou aqui; mas somente chego até a você com sua permissão!
– Pode entrar, chegou na hora certa!
– O que é hora certa?
– Aquela em que os amigos chegam no momento que estamos precisando deles.
– Você está precisando de mim?
– Você sabe que sim… de Deus, de Nossa Senhora e de você.
– Estou aqui por causa Deles!
Ele entrou, sentou-se ao meu lado e disse:
– Os amigos se tocam, não é?
– Acho que sim; mas com você é diferente, não posso tocá-lo.
– Quando eu permito, pode.
– Então, permita!
– Chegue-se a mim!
Eu comecei a chegar perto dele, ele estendeu-me sua mãozinha, branquinha, delicada, um pouco gordinha e disse:
– Aperte minha mão!
Eu a apertei com cuidado e comecei a ficar mole, parecendo estar com sono. Em seguida me vi num lugar todo azul, onde Nossa Senhora vinha ao meu encontro. Chegando, Ela me disse:
– Por que seu coração se perturba?
– Porque tenho que tomar decisões que poderão comprometer a Obra Missionária. Por que a Senhora não me cobrou essa minha omissão quando era tempo? Tudo poderia ser agora diferente, até mesmo com uma aprovação da Igreja.
– Porque não era omissão e não estou interessada em aprovações.
É plano para que tudo acontecesse assim.
– Como assim?… Saírem publicadas coisas erradas?
– Erradas mas sem importância para o grande acontecimento que se avizinha!
– Qual é, Senhora?
– Eu lhe falei sobre muitas coisas e, entre elas, que você chegaria a João Paulo com o meu sinal e quem seria o próximo papa, não foi?
– É, foi.
– E isto aconteceu?
– Sim, aconteceu.
– Então, não pode duvidar do Terceiro Segredo.
– Qual “terceiro segredo”?
– Da vinda de Jesus.
– Meu Deus, é mesmo!
– Isso mesmo! E isso lhe foi revelado em segredo, na época, para que você ficasse prevenido e apto a falar às pessoas sobre esse assunto.
– Por que a Senhora não fala com os padres e o Papa?
– Em Fátima falei a uma leiga, para os Papas, eles não acreditaram; agora, falo a um leigo, para os leigos. No livro que o Céu lhe permite, agora, afirme com veemência esse terceiro segredo, que também foi o de Fátima. Jesus está de retorno à Igreja e agora serão vocês, leigos, que irão recepcioná-lo. Ele preparou a festa e o banquete está pronto para ser servido; convidou a Igreja, eles não compareceram à festa; agora, Ele convida os aleijados e os coxos, isto é, vocês. Compareçam à festa que Ele lhes proporcionará!
Dizendo isto, Ela segurou a minha mão e disse:
– Daniel, não deixe perturbado o seu coração.
Em seguida voltei e me vi deitado no colo do “garoto”, que segurava a minha mão. Ele me disse:
– Que o Senhor Jesus lhe dê a bênção e a Doce Senhora o conforto de sua presença.
Levantei-me assustado. Ele também levantou-se, abriu a porta e desapareceu na madrugada.
Meu Deus, meu Deus, ajuda-me a aguentar isto e a fazer com que tudo se realize segundo a Tua vontade!

Texto extraído do livro ( Uma incógnita dos Finais dos Tempos), Pg 180

2007 @ Todos direitos reservados para o SIM-Serviço de Informação Mariana