Diálogos com os Anjos e Raymundo Lopes

A justiça divina

08 de agosto de 2001 - Capela Magnificat - Vila Del Rey

De tempos para cá tenho pressentido coisas estranhas acontecendo entre nós do Grupo Missionário: uma âmbula que se entortava, um terço que se partia inesperadamente, a cruz de um ostensório que se curvava numa aparente mensagem de alerta, e o mais intrigante: nossa imagem de Nossa Senhora de Fátima, símbolo e relíquia da Obra Missionária, perde misteriosamente seus dois olhos durante a vigília do dia 3 de julho passado.

Mas de repente a situação se inverte: a âmbula começa a endireitar-se, a cruz do ostensório fica erecta, e o terço amanhece quase todo restabelecido. Ficou faltando apenas a imagem, que continua “cega”.

O que estará acontecendo? Qual a mensagem em tudo isto? Deus nunca me deixou sem resposta, quando a situação envolve o Grupo Missionário; e não seria agora que eu ficaria como mero expectador diante destes incômodos fatos. Decidi então que no dia 8 deste mês, por volta das 20 horas, entraria na Capela de minha residência, fecharia a porta e lá permaneceria em oração até que obtivesse do bom Deus alguma explicação para estas coisas. Tinha fé que Ele me atenderia.

Neste dia, ao sair do SIM, me deram um exemplar do livro “A profetisa dos tempos finais”, de Olivo Cesca. Por ser um livro pequeno, coloquei-o no bolso do casaco e assim, ao chegar em casa, acabei por entrar com ele na Capela. Apesar do frio, seu interior estava quente. Tirei o casaco, e nesse momento o livro caiu abrindo-se na pág. 133, e uma luz iluminou a frase: “Em 1917 Nossa Senhora pediu que parássemos de uma vez por todas de ofender a Deus; caso contrário, teríamos guerras, muitos dissabores e a Igreja passaria por grandes sofrimentos.”

Apanhei o livro, fiquei por alguns instantes meditando sobre aquilo, e em voz alta perguntei a Jesus:
– Senhor Jesus, desejas me falar alguma coisa? O que significa isto?

Fiquei aproximadamente uma hora e meia na Capela rezando, e não obtive resposta. Eram quase 22 horas, quando então resolvi ir deitar. Abri a porta da Capela e vi que o frio do lado de fora era intenso, uma rajada de vento me passou pelo rosto. Saí e, ao fechar o cadeado, escutei:

– Raymundo, não feche essa porta, porque o dia ainda não terminou e o Senhor bom Deus deseja lhe dar uma resposta à sua pergunta, razão pela qual estou aqui.

Era o menino que sempre me visita. Olhei para ele assustado: estava descalço, sem agasalho, vestindo apenas uma espécie de moletom branco. (…) Ele me disse:
– Entremos na Capela, tenho algo a lhe falar, a pedido de Jesus.
Abri novamente a porta, entrei e sentei numa cadeira. Ele passou por mim, foi até o Sacrário, passou as maõzinhas na porta e falou: “Senhor Jesus, aqui estou conforme Teu pedido.” Sentou no chão e me pediu que fizesse o mesmo. Respondi que não, porque o chão estava frio. Ele olhou-me e disse: “Faça o que estou pedindo, que é a vontade de Deus Altíssimo!” Quando percebi, estava sentado no chão. Ele me pediu que olhasse fixamente para o Sacrário. Olhei, e tive a impressão que sua porta abriu e de dentro saiu a âmbula, porém erecta.

– O que significa isto? – perguntei.

– Esta âmbula significa o clero do mundo inteiro, curvando-se diante da apostasia reinante na Igreja, que agora retornará mediante a Justiça Divina, que se aproxima a passos largos.

Logo depois saiu do Sacrário o terço, parecendo restaurado. E o menino falou: 
– Este terço representa a Igreja totalmente dividida, que agora será restaurada pela Justiça Divina, que se aproxima a passos largos.

Em seguida saiu o ostensório com a cruz em pé, sem sinal de avaria. E ele me disse:

– Este ostensório significa Pedro na figura do Papa atual. As portas do Inferno não se abrirão para a Igreja. Jesus está pronto a acolher aqueles que estiverem confiados à sua doce e santa Mãe. Tentaram tirar a vida de Wojtyla (João Paulo II), mas veio em auxílio o poder do Céu, conforme lhe foi dado ver no dia 3 de julho.

Depois o menino ficou me olhando, como que esperando que eu perguntasse pela imagem de Nossa Senhora.

– E a imagem, por que está “cega”? – perguntei, então.

– Porque ela significa a Justiça de Deus, que cairá sobre a humanidade por intermédio da Santíssima Senhora. O Senhor bom Deus a quis assim, para fazer valer a justiça sobre todos, independente de raça, credo ou cultura. Vocês continuaram ofendendo a Deus, e não deram nenhum caso à mensagem de 1917 (de Fátima). A Santíssima Senhora não conseguiu segurar o braço da Justiça Divina, que se fará neste final dos tempos por Ela própria. A Santa Senhora, conforme foi por dois milênios a medianeira das graças, será agora a medianeira, com toda a milícia celeste, da Justiça de Deus.

– Quando isto começará acontecer? – perguntei, assustado.

– Não nos é dado conhecer essas datas, porque somente o bom Deus sabe; mas já teve início o cumprimento dessas profecias. Veja em volta de você e reconhecerá esses sinais.

– Esta falta de chuvas, aqui, posso considerar um sinal?

– Esta falta de chuvas é a resposta para tanto desmando, desmatamento e agressões à natureza. Outros sinais virão e serão arrasadores.

– Por favor, se o Grupo Missionário pôde interferir em ocasiões anteriores, será que não podemos interferir agora?

– As ofensas a Deus estão grandes demais; a resposta de Deus virá!

– Acontece que não são todos os que agridem a Deus dessa maneira. Será que não podemos atenuar isto com orações?

– O Senhor bom Deus irá atender os apelos do Grupo Missionário, atenuando o efeito desses desmandos, se os apelos forem feitos com o coração.

– Podemos fazer isto, então?

– Estou autorizado a dizer que sim.

Dizendo isto, começou a caminhar rumo à porta e sumiu na escuridão da noite.

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