Diálogos com os Anjos e Raymundo Lopes

Da Queda de Lúcifer à descida do Cristo ao planeta terra

Os três anjinhos relatam a Raymundo como se deu a
Queda de Lúcifer e a vinda de Jesus para Salvação da humanidade.

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Janeiro (2012) foi para mim um mês muito complicado, tive a pressão arterial e a glicose muito elevadas, chegando a pressão a 20 por 9 e a glicose às raias de 490. Era um absurdo, e quem me atendeu no hospital não sabia como explicar. No dia 02 de fevereiro, uma quinta-feira, tive uma queda em minha casa (caí de uma escada), pedi então um táxi e me dirigi ao hospital (não tinha ninguém em casa, somente a Bá e a cozinheira). 
Relatei o fato ao médico, mediram minha pressão e minha glicose, estavam 20 por 9 e 490, respectivamente. Uma enfermeira que me atendia disse: “Não tenho nada com isso, mas o senhor tem que se tratar numa clínica especializada em homeopatia”. Isso me deixou ligado, porque dias antes a Geny me dissera que possuía contatos com uma clínica através do curso de homeopatia, em Sorocaba (SP).
Depois, no dia 06, uma segunda-feira, conversei com a Geny, porque eu estava passando muito mal, não dava para continuar. Me parece que a Geny comunicou-se com a clínica e, no dia seguinte, terça-feira, ela conseguiu uma vaga. 
Viajamos para Curitiba, confiando na graça de Deus. 
Na clínica, aconteceu o seguinte:
Vamos dormir?

Domingo – 12/02/2012

Geny resolveu que iria a Belo Horizonte, hoje à tarde, portanto, com sua partida, fiquei sozinho na clínica.
Por volta de 11 horas da noite, ainda estava acordado, ouvi bater à porta. Então eu disse: “A porta está aberta, pode entrar”. De novo voltou a bater, e eu disse: “Pode entrar, a porta está destravada”; mas bateu novamente. Aí levantei-me e fui ver quem era, e deparei-me com o ‘menino’ (Anjo) de azul. 
Ele me disse: 
– Posso entrar?
  – Claro que pode. Como veio parar aqui? 
– Aqui, onde? – respondeu-me.
– Na clínica, estamos em Curitiba!
– Você ainda não compreendeu que estou em todo lugar? Não nos vimos na Itália, na Grécia?
Ele, então, entrou e assentou-se na cama onde havia dormido a Geny. 
– Posso ficar aqui?
– Ficar aqui, em meu quarto?
– Aqui, agora, é seu quarto, mas já tiveram outras pessoas aqui e estarão muitas outras mais.
– É, isto é verdade, mas não muda as coisas!!
– Não muda o quê? 
– Tá bom, fique aqui, onde quiser!!
Ele se aninhou na cama, endireitou a roupinha azul, virou para o meu lado e ficou por alguns minutos a olhar para mim. 
Fui ficando sem graça, então ele me disse: 
– Hoje é domingo.
– Sim, é domingo e não fui à Missa, porque aqui é uma clínica e não tem Missa, e não sei como sair.
– Eu fui por você e pedi ao Criador de todas as coisas que criasse um clima de paz e lhe favorecesse com muitos favores.
– Foi à Missa por mim?? 
– Não como vocês participam, mas comungamos com o Criador muitas observâncias que nos são permitidas repassá-las, e com a Doce Senhora, que particularizou comigo suas necessidades, pediu-me que participasse desse seu desejo, e isto está sendo feito.
– Onde estão os outros?
– Que outros?
– O vermelho e o amarelo?
– Eles ficaram lá fora, cuidando para que nada passe.
– Passe o quê?
– Existem forças que vocês não conhecem.
E não vi mais nada, acho que dormi.

Dia 13 – segunda-feira

Saí às 6:30 horas para fazer uma caminhada, não tinha ninguém no quarto. Quando cheguei lá fora, encontrei os ‘meninos’, o de vermelho e o de amarelo, mas não falei nada, deixei que eles me procurassem. Eles começaram a andar comigo, a meu lado, aí comecei a rezar o Terço. Eu dizia: Ave, Maria…, e eles respondiam a Santa Maria. Deu hora de entrar, eles ficaram do lado de fora me olhando, não trocamos nenhuma palavra, a não ser as ave-marias do Terço.
À noite, vi o ‘menino’ de azul. Ele apenas me disse: “Vamos dormir??”

Dia 14 – terça-feira

Não vi ninguém. Quando faltavam cinco minutos para as cinco horas, o ‘menino’ de azul bateu à porta. Eu, sem saber quem era, fui logo abrindo. 
Ele então me disse: 
– Vamos ao Terço?
Eu comecei a rir e disse: 
– Só se for de avião a jato e aterrissar na Basílica!!
– Já percebo que ainda não conhece a força do nosso Deus, Aquele que Tudo Comanda, Aquele que tudo deseja para que se realize. 
Comecei então a ver coisas estranhas, era a Basílica, vi os vitrais, vi a Beth, a Marília, vi o Gilmar, comecei a olhar para as pessoas, tentava falar com elas que eu estava ali, mas elas não respondiam. Começaram a rezar e vi a entrada da imagem, depois mais nada, e acordei no meu quarto.
À noite, percebi algo na cama ao lado e perguntei: 
– É você que está aí?
Ele apenas me olhou e disse:
– Vamos dormir?

Dia 15 – quarta-feira

Era por volta de 8 horas, o ‘menino’ de azul entrou e me disse: 
– Você está preocupado com seus afazeres materiais?
– Estou, tem muita coisa para fazer e eu preso aqui.
Aí entrou a pessoa que faz massagem com argila, cumprimentou-me e disse: 
– Onde está sua esposa?
– Foi para Belo Horizonte, mas volta. – respondi. 
Eu observava se ele estava vendo o ‘menino’, mas nada, ele não via ninguém. Começaram os preparativos, e quando eles começaram a aplicar as argilas, senti uma mão empurrando minhas costas, e vi o ‘menino’ pressionando o barro contra minhas costas. Eu, assustado, olhava para o homem da massagem e queria falar, mas nada, foi apenas isso.
À noite, beirando 11 horas, o ‘menino’ apareceu no quarto, vindo da porta. 
Eu brinquei com ele: 
– Agora, você não pediu para entrar. 
– Desejo lhe fazer companhia, você aceita?
– Como queira, você me faz sentir feliz, isto lhe importa?
– Não é meu objetivo, fique à vontade, vou estar a seu lado.
O ‘menino’ sumiu, mas continuei escutando sua voz dizer: 
– Estou aqui, estou aqui… pode dormir.

Eu vi!

Dormi e vi em sonho que três Anjos, trajando roupas azul, vermelha e amarela, designados para guardar com especial cuidado as sagradas, importantes verdades que deveriam servir como base para os discípulos de Jesus, através de todas as gerações. 
Eu vi em sonho, através desses Anjos, o Espírito de Deus repousando sobre os Apóstolos, que foram testemunhas da crucificação, ressurreição e ascensão do Senhor aos Céus, verdades importantes que deveriam ser a esperança do povo judeu. Todo ser humano deveria olhar para Jesus como a única esperança, percorrer o caminho por Ele aberto com o sacrifício da própria vida e guardar a Lei de Deus. 
Eu vi em sonho, com os três Anjos, a sabedoria e vontade de Jesus em dar aos discípulos poder, para fazer as mesmas obras pelas quais Ele tinha sido odiado por Lúcifer. Em seu Nome, eles tiveram poder sobre o príncipe deste mundo.
Eu vi em sonho, através dos anjos Uriel, Gabriel e Raphael, um alo de luz e glória assinalando a morte e ressurreição de Jesus, imortalizando a verdade de que Ele é o Salvador do mundo.

Dia 19 – domingo - por volta das 5 horas da manhã

Estava ao computador escrevendo e o ‘menino’ me olhando, quando então me disse:
– Vou lhe contar uma história, pode?
– Claro que pode. Eu posso escrever sua história?
– Claro que pode, mas terei que lhe guiar, porque sua mente, limitada na matéria, não tem condições de retratá-la conforme vou relatar.
– Como você vai me ajudar?
– Tenho meios, através disso que você proclama como computador. Você irá escrevê-la, cometerá erros na gramática de vocês, mas a essência ficará intacta. É uma história figurada, para que vocês entendam, mas servirá como parâmetro para que entendam como nós fomos criados por Aquele que Tudo Comanda, como alguns de nós se viu acometido em ser maior do que Aquele que Tudo Comanda, e por que a história de vocês mereceu Ao que Tudo Comanda vir a este mundo que vocês chamam Terra. Posso continuar?
– Pode!!
Ele então tocou nas teclas do computador e disse-me:
– Vou relatando e você vai escrevendo no idioma que estamos falando, me entende?
– Bom, estou tentando entender!!
Comecei a escrever e o ‘menino’ falando:
– Antes que os homens ou os anjos fossem criados, o Verbo estava com Aquele que Tudo Comanda, e Aquele que Tudo Comanda é o Todo-Poderoso.
Aquele que Tudo Comanda, operando através do seu Filho, criou todos nós e conosco foram criadas todas as coisas. Antes que vocês existissem, nós já existíamos. Nós, por natureza, fomos pouco superiores a vocês, e todos nós, celestes ou humanos, existimos por vontade d’Aquele que Tudo Comanda.
Aquele que Tudo Comanda, ao criar-nos, fez também um ser celeste investido da sabedoria divina. Aquele que Tudo Comanda o fez nobre, outorgando-lhe ricos dotes; entretanto, não o deixou fora do alcance da possibilidade do mal. Este ser igual a nós por criação tinha o poder, se decidisse por esse caminho, de perverter seus dons.
Deu-lhe o nome de Lúcifer, o ‘filho da alva’, sobrepujando-o a todos nós; e ele permanecia na presença d’Aquele que Tudo Comanda.
O filho da alva possuía um conhecimento de inestimável valor acerca das riquezas eternas, o que vocês humanos não possuem, e sua alegria era em executar as ordens divinas. Seu coração estava cheio de amor e regozijo por poder servir Aquele que Tudo Comanda. Era um ser celeste formoso e exaltado, e assim teria permanecido se não houvesse rompido sua aliança com Aquele que Tudo Comanda. Elevou-se seu coração por causa de sua formosura, corrompeu a sua sabedoria por causa do seu esplendor. O pecado originário em Lúcifer será algo misterioso para vocês, porque apareceu num universo perfeito. A entrada do pecado no ambiente criado por Aquele que Tudo Comanda, não poderá nunca ser explicado por caminhos materiais.
Antes que se iniciasse a disputa, todos nós anjos deveríamos ter conhecimento claro sobre a vontade d’Aquele a cuja sabedoria estávamos subordinados.
Aquele que Tudo Comanda convocou todos nós, perante seu Filho, e em sua presença mostrou a relação que este mantinha com tudo o que foi criado segundo sua vontade, e seu Filho unigênito poderia penetrar inteiramente em Seus propósitos. 
Lúcifer ficou com inveja do Cristo, e aí teve início a obra de rebelião entre os anjos que estavam sob seu comando, mediante sutis insinuações de que Cristo usurpava o lugar que pertencia a ele.
Nós, leais e sinceros, procurávamos reconciliar Lúcifer poderoso e rebelde com a vontade d’Aquele que Tudo Comanda. Mostrava-lhe claramente que Cristo era o filho d’Aquele que Tudo Comanda e que Ele existia muito antes que nós fôssemos criados e que sempre esteve à destra do Criador e sua terna e amorosa autoridade jamais tinha sido questionada.
O primeiro esforço de Lúcifer para destruir a Lei d’Aquele que Tudo Comanda, esforço este feito entre nós, pareceu por algum tempo ser coroado de êxito, pois grande foram os seduzidos, pois o governo d’Aquele que Tudo Comanda incluía não apenas os habitantes do Céu, como ainda todos os mundos criados. Lúcifer pensou que fosse capaz de arrastar consigo, à rebelião, as inteligências celestiais.
Aquele que Tudo Comanda não expulsou Lúcifer imediatamente do Céu, pois tal ato não modificaria seus planos, antes teria fortalecido a rebelião. Deveria Lúcifer  receber mais tempo para o  pleno desenvolvimento de seus princípios.
Lúcifer tentou abolir a Lei d’Aquele que Tudo Comanda; perguntava: “Por que razão teria Cristo recebido poder ilimitado e posto de comando mais elevado?” Tão logo percebia que determinada posição era vista em seu verdadeiro caráter, trocava por outra. Tal não ocorria com Aquele que Tudo Comanda. Então, com base nos princípios com os quais atuaria o poder de Lúcifer, que ele não fosse imediatamente destruído.
Como não poderia ser a mais alta autoridade no Céu, se tornaria a mais elevada  autoridade em rebelião contra o governo do Céu.
Lúcifer e seu exército lançaram a culpa de sua rebelião inteiramente sobre Cristo, declarando que se eles não houvessem sido afrontados, não teriam se rebelado. Cristo se ocupou, nas Cortes Celestiais, em convencer Lúcifer e seus simpatizantes de seu terrível erro. Houve então batalha no Céu!!
Anjos se empenharam na luta. Lúcifer desejava derrotar Cristo e os que estavam submissos à sua vontade, mas os anjos leais prevaleceram e Lúcifer, com seus seguidores, foram expulsos do Céu.
Como já não podia ser admitido no interior das portas celestiais, aguardaria junto à entrada para escarnecer dos anjos e procurar contenda com eles, enquanto entravam e saíam.
Lúcifer ficara perplexo diante de sua nova condição, pois se fora a sua felicidade. Pede uma entrevista com Cristo e esta lhe foi concedida, mostrou-se arrependido. Cristo chorou diante da desgraça de Lúcifer, ele jamais poderia ser readmitido no Céu. 
Aquele que Tudo Comanda consultou Cristo quanto à possibilidade de executar imediatamente o propósito de fazer o homem para habitar a Terra. Aos seres humanos, então, constituíam uma nova e distinta ordem, pois depois de nós angélicos a família humana, formada à imagem d’Aquele que Tudo Comanda, constitui a mais nobre de Suas obras criadas. 
Seguindo então os passos da evolução natural, chegou-se a Adão, com poderes mentais plenos. As faculdades de Adão eram apenas um pouco menores do que nós anjos.
Tão logo depois de completada a obra de criação, apresentou-a a Cristo e o colocou no Jardim do Éden; e quando Aquele que Tudo Comanda apresentou Eva a Adão nós, anjos, testemunhamos a cerimônia. 
Os lugares vagos surgidos no Céu, pela queda de Lúcifer, seriam preenchidos pela natureza humana. Santos e anjos foram as instruções dadas a Adão e Eva, e lhes foi relatado a rebelião e queda de Lúcifer. A natureza humana deveria ser testada e provada, se suportasse a prova divina e permanecesse leal e fiel depois dessa primeira prova, não deveria ser afligida por contínua tentação, antes seria exaltada a uma posição igual à dos anjos, revestida de imortalidade.
Lúcifer deixou claro sua intenção em separar Aquele que Tudo Comanda de Adão e Eva, queria induzi-los na desobediência.
Mais uma vez, Aquele que Tudo Comanda reuniu a multidão angélica para tomar medidas e impedir o perigo, ficando decidido no Concílio celeste que nós três deveríamos visitar o Éden e advertir Adão e Eva de que o jardim estava em perigo pela presença de Lúcifer. 
Afim de realizar sua obra sem que fosse percebido, Lúcifer preferiu fazer uso da serpente como médium. A serpente era então  uma das mais prudentes e belas criatura da terra, pois tinha asas e enquanto voava apresentava um brilho deslumbrante.
Com palavras suaves, Lúcifer dirigiu-se a Eva e ela se sentiu encantada, porque pensou que a serpente possuía conhecimentos dos seus pensamentos. Lúcifer disse a Eva: “Você é imortal, portanto, não morrerá e o Todo-poderoso sabe que o dia em que  comer da árvore da vida, se abrirão seus olhos e será como Ele”.
A curiosidade de Eva despertou-se. Com que intenso interesse o universo inteiro contemplou o conflito que decidiria a situação deles.
Eva comeu e experimentou a sensação de uma vida nova. Imaginando sentir-se revigorado, Adão resolveu partilhar a sorte da companheira, tomou o fruto e o comeu rapidamente. Lúcifer exultou com seu êxito, possuiria o Jardim do Éden.
A notícia da queda de Adão e Eva espalhou-se pelo Céu, e mais uma vez reuniu-se o Concílio para decidir o que seria feito com o culposo par.
O Cristo então disse: “Deixarei toda a glória do Céu e aparecerei na Terra como um homem, e depois que minha missão se cumprir, serei entregue para ser crucificado”.
Nós nos prostramos diante do Cristo, oferecemos nossas vidas, mas Cristo esclareceu que somente sua morte salvaria a humanidade, e somente sua vida seria aceita por Aquele que Tudo Comanda.
Quando Adão e Eva compreenderam como era a Lei d’Aquele que Tudo Comanda, suplicaram sua própria morte, de preferência que Cristo fizesse esse grande sacrifício. 
Adão e Eva foram informados de que a vida deles e de anjos não poderia pagar o débito.
Três anjos foram enviados para conduzir o desobediente casal para fora do Jardim. E depois desta queda, Lúcifer ordenou a seus anjos que efetuassem especial esforço para fomentar a crença na imortalidade natural da raça humana, sabia que o ser humano  viveria a vida em eterna miséria.
Neste domingo, pela manhã, a Geny estava andando pelo jardim da clínica, quando escutei um barulho na porta do quarto. Levantei-me e atendi; eram os ‘meninos’ de amarelo e vermelho. Eles me disseram: 
– Arrume suas coisas e saia daqui ainda hoje!
– Por quê? 
– Não podemos lhe relatar os fatos, mas arrume um jeito de chegar a Curitiba, procure o pároco de nome Reginaldo Manzotti, na igreja de Guadalupe, participe da Missa das 18 horas, comungue, ele lhe dará instruções de como proceder. 
– Mas, esse não é o padre da televisão?
– Ele mesmo!!
– Mas ele não vai me atender!
– Vai! Faça como determinamos e leia o que está declarado em Lucas, capítulo 4,  versículo 431. Cuide para que estes fatos sejam conhecidos depois do dia 26 deste, está entendendo?
1- Lc 4,43 – Jesus deixa secretamente Cafarnaum e percorre a Judeia: “Jesus, porém, lhes disse: ‘Devo anunciar também a outras cidades a Boa Nova do Reino de Deus, pois é para isto que fui enviado’”.
– Estou!!
Falei com Geny que desejava abandonar a clínica agora, desistia do tratamento e queria ir para Curitiba. Ela assustou-se e me disse: 
– Com que dinheiro, você perdeu o juízo?? Nossa passagem de avião está marcada para o dia 23, não tenho como mudar em pleno carnaval, e mesmo que eu conseguisse, o preço é elevado, não teríamos como acertar as coisas.
– Confie em Deus e em Nossa Senhora, acerte com a clínica e vamos embora. 
Ela, sem entender nada, conseguiu acertar os dias com a clínica, pagando com cheque.
Conseguimos uma carona que nos deixou, com malas e tudo, na paróquia de Nossa Senhora de Guadalupe, onde procurei o pároco e descobri que o nome dele era realmente Reginaldo.
Atendendo-me depois da Missa, ele me disse que tinha sido procurado por três rapazes, que deixaram com ele instruções sobre um hotel perto da igreja para uma pessoa que o procuraria identificando-se como Raymundo Lopes, o qual deveria hospedar-se nesse hotel (me informou o nome do hotel e endereço, era pertinho da igreja) até o dia 23 e procurasse depois o aeroporto.
Ele me deu o endereço do hotel e, depois de me identificar, me deu instruções para a hospedagem.
Chegamos ao hotel e vimos que o dinheiro que sobrara era quase exatamente o valor das diárias até o dia 23 e nada mais, portanto, tínhamos pouco dinheiro para alimentação; mas foi resolvido: pedíamos uma porção e dividíamos por dois.

Raymundo Lopes

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