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Deus é a fonte da vida

Terça-feira, 02 de novembro de 1993

Filhos queridos!

Quando todos se preocupam, hoje, em meditar sobre a morte, desejo lembrar-lhes da vida terrena que, a todo instante, oferece a vocês a oportunidade para refletir sobre a vida eterna. 
Deus é a fonte da vida em todo o seu esplendor. Na criação não existe lugar para a morte, a não ser aquela que condena ao afastamento a criatura do Criador. Se tudo não nos conduzisse ao encontro com a essência do existir em Deus, nada teria sentido. Ele é o ponto onde tudo se concentra. Ele é a vida e vida em abundância.
O respeito ao desabrochar da vida tem, neste princípio, o respeito ao nosso Deus. Não nos cabe legislar sobre o que provém das Leis Divinas, e de forma alguma somos autorizados a condicionar as leis naturais em proveito próprio. O perigo está no conhecimento distorcido, oferecido pelo avanço vertiginoso da ciência, nestes últimos tempos. Ele (o conhecimento distorcido) procura o bem-estar humano no controle das leis da natureza, transformando o homem num ser irracional, incapaz de conduzir sua vida por si próprio.
O discernimento entre o bem e o mal é uma responsabilidade adquirida com a perda da pureza, e esta responsabilidade implica no obedecimento* das Leis de Deus e não no seu controle. Isto nos distingue do resto da criação. A dificuldade na aplicação destes princípios provém da ação demoníaca, desde a perda do Paraíso, tentando, numa luta constante, mantê-los fora do convívio com Deus. Esta é uma das razões pela qual, por determinação do Pai Celeste e através de Sua misericórdia, alerto-os a olharem para o único ponto donde provém a Luz, ajudando-os a fugirem das trevas que teimam em envolvê-los. 
Tenham sempre na mente o propósito de obedecer a Deus, através de Suas Leis manifestadas em tudo que nos cerca.
Que o Deus da vida faça morada em seus corações.

Obrigada por terem atendido a Meu chamado

Aperte o play abaixo e escute a Mensagem de Nossa Senhora

Comentário:

“O discernimento entre o bem e o mal é uma responsabilidade adquirida com a perda da pureza, e esta responsabilidade implica no OBEDECIMENTO das Leis de Deus e não no seu controle. Isto nos distingue do resto da criação.”
“A dificuldade na aplicação destes princípios provém da ação demoníaca, desde a perda do Paraíso, tentando, numa luta constante, mantê-los fora do convívio com Deus.”
Por que Nossa Senhora, no parágrafo acima, teria usado a expressão “OBEDECIMENTO”, ao invés de obediência?
Consultando o dicionário Aurélio, lá não vi registrada a palavra “OBEDE-CIMENTO”, mas tão-somente “obediência”. Mas Nossa Senhora, investida na autoridade de Mãe de Deus, não encontrando no nosso vernáculo uma palavra que expressasse fielmente o sentido da mensagem dirigida a nós, seus “filhinhos”, houve por bem buscar uma expressão inteiramente nova, única, mas que carregasse consigo todo o sentido que precisaria encerrar, para nos fazer entender profundamente o que seu Filho Jesus e Ela esperam de nós com relação à observância das Leis de Deus (a exemplo do que fez em 09/02/93 e 27/07/93, com as palavras devassaladora e abstinem-se, respectivamente). 
Ouso pensar que, talvez - quem sabe? - o Seu único objetivo é fazer que compreendamos o seguinte: Que, quanto às leis dos homens, só a obediência talvez bastasse. A obediência, um ato que, por si só, pode se manter constante ou não; suscetível de se interromper. Tanto assim é que, volta e meia, o ser humano é levado à desobediência e a retratações, quando não, até mesmo a punições.
E mais: não só os adultos são capazes de praticar o ato de obediência, mas também as crianças e, até mesmo, os animais irracionais. Portanto, a obediência pode implicar num ato de vontade ou não.
Mas, e quanto às Leis de Deus?
Estas estão a exigir de nós, segundo Nossa Mãe Santíssima, penso eu, mais do que um simples ato de obediência. Elas estão a exigir de nós uma postura mais consciente, mais determinada, mais constante, cujo sentido a expressão nova usada por Nossa Senhora encerra: OBEDECIMENTO. Um ato fruto de uma fé profunda e de confiança em Deus. Fruto de nossa vontade consciente, do nosso SIM puro e sincero, à semelhança daquele dito por nossa Mãe Santíssima respondendo ao Arcanjo Gabriel, enviado de Deus. Por isso mesmo, haverá de ser um ato, como o de respirar, constante nas 24h. dos dias que se sucedem.
A ação demoníaca no mundo, hoje mais do que nunca, se faz sentir ininterruptamente. Nem se faz necessário puxar muito pelos sentidos para se certificar disto. Está ai saltando aos olhos de todos nós. É, portanto, uma AÇÃO CONSTANTE. Daí, o chamamento muito oportuno de Nossa Senhora nesta sua mensagem, no sentido de alertar seus queridos “filhinhos” para a grande necessidade, nos tempos presentes, do OBEDECIMENTO ÀS LEIS DE DEUS.

Auxiliadora Lago

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