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Não basta virem e verem, se não souberem anunciar

Terça-feira, 18 de julho de 1995

Meus queridos e amados filhos dedicados ao sacerdócio de Cristo na América Latina! 
Vocês foram colocados por Deus e escolhidos para a grande missão evangelizadora deste continente. Ele está, por vontade Divina, predestinado a ser o embrião de uma nova e fértil obra redentora do anúncio da Boa Nova, neste milênio que morre e do outro que desponta, cheio de incertezas a respeito da fé.
Não será o bastante aqui chegar e ver se, à luz do Cristo Jesus, não souberem anunciar.
O Evangelho, primeiro necessita ser vivido, para depois ser anunciado; caso contrário, vocês não terão dentro de si a força propulsora do Espírito Santo, a guiá-los para a luz do Cristo Jesus.
Eu fui, por vontade de Deus, escolhida para guiá-los nessa tarefa, mas isto somente terá sentido e resultados práticos, se se conscientizarem da grande responsabilidade sacerdotal, da qual vocês foram investidos pelo Sacramento da Ordem, para serem os pastores desse imenso rebanho. Eles querem conhecer um Deus que não mente nem mistifica, e isto tem que ser feito a partir do exemplo vindo da Igreja.
Ao se reunirem, saibam que, desse encontro, um imenso rebanho espera uma resposta, e ela tem de ser dada com objetividade, alicerçada na verdade contida nos ensinamentos de Jesus.
Jesus é simples, sua Igreja foi fundada na simplicidade, e seu amor misericordioso quer atingir a todos, tendo como lema a descomplicação das coisas, para que todos possam entendê-lo. Se vocês não quiserem, por conveniência, escutar a minha voz de alerta, inevitavelmente escutarão a voz do príncipe deste mundo, representada por uma grande apostasia na Igreja, neste continente.
Pela quinta vez* vocês se reúnem e, fazendo uma retrospectiva, respondam: puderam conter a grande onda que hoje invade a Igreja, levando milhares de almas a outras seitas ou aberrações religiosas? A Igreja de Cristo cresce quando vocês se reúnem, ou perde cada vez mais adeptos neste continente? A resposta a estas duas perguntas somente poderá ser encontrada num profundo e aberto exame de consciência. Nele vocês constatarão que tudo o que falo tem fundamento, e meus avisos, sinais e aparições, tidas por vocês exageradas e sem sentido, são em sua maioria verdadeiras, porque são necessárias.
Vivam o Evangelho, sejam testemunhas vivas dos ensinamentos do Cristo. Caso contrário, dias virão em que estarão so-zinhos, reunidos, discutindo um Deus que há muito os deixou falando sozinhos*, para falar diretamente a um povo ávido que o procura. Eu os amo muito, por isso os alerto.

Obrigada por terem atendido a Meu chamado.

Aperte o play abaixo e escute a Mensagem de Nossa Senhora

Comentário:

A preocupação maternal de Maria com o futuro do cristianismo na América Latina atinge um tom patético nesta mensagem, na qual alerta para a “grande responsabilidade de dar ao imenso rebanho uma resposta alicerçada nos ensinamentos de Jesus”. Lembra que Jesus é simples, que Sua Igreja foi fundada na simplicidade e que a Sua mensagem deve ser “descomplicada”, a fim de estar ao alcance até dos mais simples. Caso contrário, o povo continuará a procurar nas seitas a resposta às suas inquietações interiores, e vocês – previne a Virgem – bem logo “estarão sozinhos, discutindo um Deus que há muito os deixou falando sozinhos”.
Uma comprovação disto os congressistas puderam tê-la no dia do encerramento. Na mesma hora em que os 5.000 e poucos participantes do Comla 5 (5º Congresso Missionário Latino Americano, realizado em Belo Horizonte, a partir deste dia) se concentravam no Mineirinho, uns 70.000 evangélicos lotavam o Mineirão. E lembre-se que esse Congresso vinha sendo preparado há um ano.

* Segundo Vittorio Messori, autor do livro-entrevista Cruzando o limiar da esperança, “na América Latina calcula-se que em média a cada hora cerca de 100 fiéis passam às seitas adventistas e pentecostais”. Chegou-se a este ponto porque “a piedade popular no pós-Concílio tornou-se um horror a tantos professores de pastoral e de liturgia. Certamente, nesta devoção havia erros e exageros. De qulquer maneira, exprimia-se o sensus fidei do povo cristão. O fato de multidões irem atrás de cada notícia de estátua lacrimejante soa como uma acusação contra a destruição desta memória. Às pessoas que pediam pão, os liturgistas do pós-Concílio jogaram pedras. E os resultados estão aí sob os olhos de todos”. Messori vê nisto um “portesto de base do povo de Deus contra uma certa imposição clerical que lhe tirou Nossa Senhora. É um movimento, receio eu, que a Igreja não tem mais condições de controlar”. (Revista “30 Dias”, março/1994, p. 57)

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