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Papa recebe novos bispos e pede: "nada de bispos pessimistas"

Francisco deixou mensagem de encorajamento aos novos bispos, pedindo que jamais percam de vista as maravilhas do desígnio de Deus

Papa recebe novos bispos e pede: "nada de bispos pessimistas"

Um momento de colegialidade entre os novos bispos e o Santo Padre. Assim foi o encontro do Papa Francisco nesta quinta-feira, 18, no Vaticano, com os bispos nomeados ao longo do último ano. Na ocasião, Francisco comentou aspectos necessários ao ministério episcopal e encorajou a missão desses pastores da Igreja.

O Santo Padre disse que nutre grandes esperanças no potencial dos novos bispos, constatando, assim, que Deus não deixa faltar à sua Esposa, a Igreja, os pastores escolhidos segundo seu coração.

Nesse primeiro encontro, Francisco pediu que os bispos nunca percam o estupor diante do desígnio de Deus. “Em alguma parte de si mesmo, é preciso conservar com proteção este dom recebido, evitando que se desgaste, impedindo que se torne vão”.

Francisco falou aos novos bispos sobre a inseparável ligação entre a estável presença do bispo e o crescimento do rebanho. Toda reforma autêntica, segundo ele, começa pela presença de Cristo, mas também pela presença do pastor que rege em nome de Cristo.

O ministério episcopal

A assiduidade, constância e paciência foram citadas pelo Papa como características pertinentes ao ministério dos bispos, chamados a servirem à Igreja de Cristo. Ele destacou que os bispos não podem ficar na superfície, mas cavar em profundidade para rastrear o que o Espírito continua a inspirar na Igreja.

“Por favor, não sejam bispos com data de vencimento, que tem necessidade de mudar sempre de endereço, como medicamentos que perdem a capacidade de curar, ou como aqueles alimentos que são jogados fora porque se tornaram inúteis. É importante não bloquear a força de cura que brota do dom que vocês receberam e isto vos defende da tentação de ir e vir sem meta (…) Nós aprendemos para onde vamos: vamos sempre para Jesus”.

O Santo Padre ressaltou ainda que, assim como permanece acesa a lâmpada do Tabernáculo nas catedrais, o rebanho não pode deixar de ver no olhar dos bispos a chama do Ressuscitado. “Portanto, nada de bispos apagados ou pessimistas”.

Francisco mencionou a existência de tantas pessoas que precisam ser levadas a Deus, inclusive os próprios sacerdotes. Segundo ele, há muitos deles que se esquecem da paternidade episcopal ou talvez se cansam de buscá-la. Então, Francisco pediu mais atenção no relacionamento com os sacerdotes.

“Exorto-vos a cultivarem em vós, padres e pastores, um tempo interior em que se possa encontrar espaço para os vossos sacerdotes: recebê-los, acolhê-los, escutá-los, orientá-los (…) E o acolhimento seja para todos, sem discriminação, oferecendo a firmeza da autoridade que faz crescer e a doçura da paternidade que gera”.

Não faltou no discurso do Papa uma menção ao povo de Deus que foi confiado aos bispos. Trata-se de um povo que precisa da paciência dos bispos para crescer e seu curado. Serve de exemplo, nesse sentido, a paciência de Moisés.

“Nada é mais importante que introduzir as pessoas em Deus! Recomendo a vocês sobretudo os jovens e os idosos. Os primeiros porque são as nossas asas e os segundos porque são as nossas raízes”.

Tendo em vista as dramáticas situações dos dias atuais, Francisco manifestou seu desejo de que, por meios dos bispos, ressoe em cada Igreja uma mensagem de encorajamento.

“Vejo em vocês sentinelas capazes de despertar as vossas Igrejas (…) Vejo em vocês homens capazes de cultivarem e fazerem amadurecer os campos de Deus (…) Vejo em vós, enfim, pastores capazes de recomporem a unidade, de tecer redes, de vencer a fragmentação”.

Os novos bispos que se encontraram com o Papa hoje participam nesses dias da reunião promovida pela Congregação para os bispos e a Congregação para as Igrejas Orientais.

Fonte do site Canção Nova.

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