Notícias sobre o Papa Francisco

Papa alerta sobre o risco de perder a fé

Santo Padre falou de um duplo caminho: o pagão que
passa a acreditar e o crente que perde a fé por causa de sua vaidade

papa francisco

Um crente pode perder a fé por causa de suas paixões e vaidades, enquanto um pagão pode se tornar crente por sua humildade. Esta foi, em síntese, a reflexão proposta pelo Papa Francisco na Missa, desta quinta-feira, 13, na Casa Santa Marta.

As leituras do dia trazem reflexões sobre um duplo caminho: da idolatria ao Deus vivo e, ao contrário, do Deus vivo para a idolatria. A meditação do Papa partiu do Evangelho, em que uma mulher pagã pede a Jesus que liberte sua filha do demônio. Ela não teve vergonha e, pela fé em Jesus, aconteceu o milagre.

“Estava exposta ao risco de fazer uma má impressão, mas insistiu, e do paganismo e da idolatria, encontrou a saúde para a sua filha e para ela encontrou o Deus vivo. Este é o caminho de uma pessoa de boa vontade, que procura Deus e O encontra. O Senhor a abençoa. Quantas pessoas fazem esse caminho e o Senhor as espera!”.

Mas há também o caminho contrário, conforme recordou o Papa, citando o comportamento de Salomão, como relata a Primeira Leitura. Salomão era um homem que acreditava em Deus, mas desviou o coração para seguir outros deuses, seu coração enfraqueceu e assim ele perdeu a fé.

“O homem mais sábio do mundo se deixou levar por suas paixões. ‘Mas, padre, Salomão não perdeu a fé, ele acreditava em Deus e era capaz de recitar a Bíblia!’. Sim, é verdade, mas ter fé não significa ser capaz de recitar o Credo. Você pode recitar o Credo e ter perdido a fé”.

Francisco explicou que Salomão era pecador como o seu pai, Davi, mas este teve seus pecados perdoados, porque era humilde e pedia perdão. Já a vaidade e as paixões de Salomão levaram seu coração à corrupção.

“Façamos o caminho daquela mulher cananeia e pagã acolhendo a Palavra de Deus, que foi plantada em nós e que nos levará à salvação. Que a Palavra do Senhor Todo-poderoso, nos proteja neste caminho e não permita que terminemos na corrupção e esta nos leve à idolatria”.

Fonte do Canção Nova

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