O Retorno de Jesus - Segunda Vinda de Jesus - A Valta de Jesus

A Renúncia ao Anúncio

Francisco Lembi

a-renuncia-ao-anuncio - Raymundo Lopes- Obra Missionária

Em meio a uma tempestade, um raio cai – literalmente – sobre o Vaticano. Era o dia 11 de fevereiro de 2013, dia dedicado a Nossa Senhora de Lourdes: “O Santo Padre, o Papa Bento XVI, renunciou ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro”.
O mundo desperta, atônito, com a notícia disseminada em minutos. “Uma complexa cadeia de televisão comandada pela mídia maligna, desejosa de fazer ruir toda a estrutura cristã”? “O negro dragão que ronda a cúpula de Pedro”? Ou o ribombar de um gesto de covardia diante de uma decisão que se impõe e que se contrapõe à lógica humana?
“O meu pedido não foi levado em conta, porque os Papas desse tempo se calaram, acreditando mais na eficácia da lógica do comportamento adotado pela Igreja humana, do que se entregarem à luta, comandados pelo Espírito Santo. Desprezaram a teologia mística e deram vazão à teologia da razão.” – lamenta a Bela e Santa Senhora.
Em sua renúncia, o Papa “afirmou que os desafios da Igreja contemporânea excediam suas forças". 
Não obstante o pesado e indubitável fardo de conduzir a Igreja, especialmente nestes tempos, não temos dúvida de que o preponderante nessa surpreendente e explosiva decisão de Bento XVI foi a questão do anúncio do retorno de Jesus. Sim, o Dever do Anúncio não acatado, não cumprido! Não teve coragem de fazê-lo, e preferiu passar a responsabilidade para outro, renunciando ao ministério que ele próprio buscou. 
Idade e saúde foram, a meu ver, pretexto. O exemplo de João Paulo II, ainda fresco em nossa memória, aí está para prová-lo. A tensão e clara perturbação que demonstrava ao receber as cartas mensais que lhe enviamos, instruídas pelo Céu e instando-o ao anúncio, é outra evidência. E o diálogo que ele teve com Raymundo Lopes, em 17/08/2010, não deixa dúvida: 
“Raymundo – O Senhor irá fazer esse anúncio, conforme Lúcia escreveu?
Bento XVI – Não sei… não posso… não devo. – falou baixinho e inclinado para a frente. 
Raymundo – Por quê?
Bento XVI – Porque esse anúncio acarreta uma correspondência de valores e costumes cristãos, que poderá levar o mundo a uma situação de vigilância sob um aspecto que pode ainda durar anos. Muitas pessoas poderão interpretar erroneamente esse anúncio, e a Igreja será afetada. 
Raymundo – Afetada como? Com o retorno de Jesus?
Bento XVI – O retorno de Jesus se dará com o consentimento ou não da Igreja, mas o comportamento humano, diante desse anúncio, poderá ser interpretado pelo contingente católico, e outras Igrejas coirmãs, e manipulado pelo diabo, para que a fé se transforme no dragão do mal. Não desejo ser a pessoa dessa responsabilidade. 
(…)
Raymundo – Mas Nossa Senhora espera do senhor esta revelação!
Bento XVI – Espera? Ela não pode esperar, de um ser humano fraco, uma decisão tão forte dessas. Eu não posso e não farei um pronunciamento desse. – disse de pé e gesticulando muito. 
(…)
Raymundo – Perdoe-me, Santidade, mas isso não é fraqueza.
Bento XVI – O que é, então?
Raymundo – Covardia!”
A coragem à renúncia sobrepujou finalmente à do anúncio do retorno de Jesus. 
Agora, novos caminhos serão definidos pelo Céu, como está no diálogo. 
Aguardaremos, confiantes, enquanto nosso trabalho prossegue sob a égide da Mãe de Jesus.
“Farei brotar, em terras brasileiras, um homem assistido por mim, cujo nome lhe chamaremos Daniel, para anunciar aquilo que venho insistindo há vários séculos: o retorno de meu Filho, no tempo de vocês…”

Francisco Lembi

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