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A pedido d'Aquele Que Tudo Comanda

Capela Magnificat, 05 de janeiro de 2013

Eu fico muito feliz com pouca coisa material, mas sempre desejo saber se estou agradando a Deus, na pessoa de Maria Santíssima. Ela é meu ponto de referência com relação a Deus, porque me aportando a Ela, sei que estou seguro, não tenho dúvidas. O que Ela me transmite sei, com certeza, ser manifestação de Deus.
Ontem foi dia de vigília na Capela Magnificat, e fiquei muito preocupado porque tinha muita gente presente, e eu não sei lidar desta forma. Após a vigília, fiquei por alguns minutos conversando com o Francisco, Daniel, Maria Alves, Gilmar etc. na parte de fora da Capela. A noite estava esplêndida, mas meu espírito achava-se conturbado devido à presença grande de pessoas que eu não conhecia ou não participavam de minha intimidade.
Durante o dia, recebi 100 cestas básicas para distribuir a quem necessitasse, e estava falando sobre isso com eles. Estava feliz por Maria, e gostaria muito de saber se Ela participava desses momentos terrenos, que não valem nada, mas que sempre são uma resposta a meu espírito.
Depois que todos se foram subi, mas da janela superior percebi uma luz na Capela e fui logo deduzindo que a Bá tinha esquecido alguma luz acessa e desci para apagá-la.
Quando entrei na Capela, pela porta maior de madeira, percebi que a luz provinha da capelinha onde existem os contornos de Maria traçados na parede. Deduzi, com facilidade, que era uma das luzes que iluminam o local.
Fui entrando sem perceber nada, quando escutei uma voz falar:
– Daniel!!
Procurei, mas não achava nada, quando tornei a escutar:
– Daniel!!
Desta vez, respondi: 
– Sei que é a Senhora, onde a Senhora está?
Uma terceira vez ouvi!
– Daniel!
– Eu não me chamo Daniel, mas estou aqui. Se a Senhora está aqui, me fale, porque estou atento escutando-a.
A luz saiu do quadro na parede e concentrou-se na cadeira. Ela dançava mexendo-se e foi formando o contorno da Bela e Serena Senhora. Quando ficou pronta, disse-me:
– Porque luta contra esse nome que o Altíssimo escolheu para você? Não gosta dele?
– Fui batizado como Raymundo e respeito a opinião de meus pais, padrinhos e do Padre Agostinho, que aceitou me batizar dessa forma.
– Mas o Altíssimo também respeita as opiniões humanas; entretanto, aqui onde estamos, conhecemos-lhe como Daniel!
– Pode me chamar assim, mas aqui todos me conhecem como Raymundo.
– Aqui, todos o conhecem como Daniel; como ficamos? Prefiro não opinar sobre essas preferências, porque uma é terrena e a outra é uma preferência celeste, e eu devo reconhecer a quem me comanda. Você e todos que participaram do seu batismo não me comandam. No mesmo instante, quando todos aceitavam que chamaria Raymundo, na criação d’Aquele Que Tudo Comanda estava sendo aceitoDaniel. Você é um rebelde desde quando nasceu para este mundo, mas é aqui que o esperamos na eternidade, e quem virá é Daniel, porque Raymundo será esquecido em um túmulo, mas Daniel será sempre um elo de fidelidade onde estamos.
Tenho algo a lhe transmitir vindo d’Aquele Que Tudo Comanda, vamos aos fatos?
– Estou escutando-a desde 1992, quando tive consciência de sua presença; não faço outra coisa senão lhe escutar.
– A mim, não, o que se passa é que você possui uma fidelidade que é difícil na terra, e Aquele Que Tudo Comanda lhe dirige através de mim. Você deve tudo isso a Ele.
– O que Deus deseja de mim?
– Um ato de agradecimento à sua fidelidade e seu amor pelas coisas do espírito.
– Agradecimento? Deus me agradecendo? Como pode ser isso?
– Dentro da área criada por Aquele Que Tudo Comanda existe um espaço onde vocês agem da maneira que lhes prover (dispor, providenciar); e Aquele Que Tudo Comanda deseja, em termos terrenos, oferecer-lhe uma recompensa por compreender e fazer sentir a todos uma verdade incontestável que estava firme a todos e todos estavam se deixando levar pelas circunstâncias emocionais terrenas.
– De que a Senhora está falando?
– Do dia 21 de dezembro, você achou graça diante do Eterno!
– Eu? O que fiz?
– Pediu a todos e responsabilizou-se sobre a publicação dos pedidos a Aquele Que Tudo Comanda, a Yeshua e ao Sopro Vivificante de Deus para que aguardássemos,  pela segunda vez na terra, a visita do Irrepresentável.
– Como fiz isso? 
– Elaborou, sob minha inspiração, pedidos às três forças maiores provindas d’Aquele Que Tudo Comanda, e isto foi ouvido aqui no Céu. Será uma força maior para trazer aqui espíritos que, num prazo de tempo menor, abreviarão a lacuna deixada pelo ‘dono do ciúme’. Ele deseja agora que continue a missão de transmitir a todos esse desejo d’Ele. Peça a todos que elevem seus corações à base do Altíssimo, através dessas palavras.
– Quais palavras, Senhora? Não estou entendendo!!
– As palavras daquilo que vocês chamam de orações, publicadas num panfleto designado O Dever do Anúncio. Isso agradou profundamente ao pensamento d’Aquele Que Tudo Comanda. Ele deseja que continue, se possível, até 2036. Este também é meu desejo.
– Mas eu, possivelmente, não estarei mais aqui?
– Mas eu estarei aí e você aqui comigo, entende? Procure publicá-las de toda forma, porque é um medicamento celeste que irá ajudar a todo o mundo e suscitará benevolências a Aquele Que Tudo Comanda em aceitar os erros humanos e transformá-los em perfeição. Isto é o que chamamos graça. 
Vocês desejam preencher essa lacuna? Façam dessas palavras publicadas nesse panfleto uma ponte, porque isso cai nas benevolências d’Aquele Que Tudo Comanda. Façam isso, porque levarão espíritos ante o Criador; mas virão em contrapartida perdas terrenas encabeçadas por aquele que sustém a bandeira do ciúme. Peça a seus amigos que se mantenham em guarda e achem caminho até ao Espírito vivificador das coisas. Não deem ouvidos à racionalidade.
– Posso falar mais?
– Não, o tempo concedido está esgotado! 
E desapareceu.

Raymundo Lopes

 

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