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As almas resgatadas do Purgatório: 1ª e 2ª Testemunhas

Almas resgatadas do Purgatório por Nossa Senhora, falaram com Raymundo

Hoje (24 de fevereiro de 2009 – terça-feira) acordei cedo e, como sentia uma dormência muito grande nas pernas, fui andar um pouco, perto de casa, para ver se melhorava. Estava desobrigado de ir à Basílica de Lourdes, porque era carnaval e estaria por isso fechada. Livre de compromissos, saí e, ao me aproximar do portão de minha residência, dei-me com um buraco enorme. Olhei para dentro dele e vi uma grande quantidade de pessoas querendo sair dali, procurando onde pegar, na esperança de se livrar daquele lugar. Uma dessas pessoas foi resgatada pelas mãos de Maria Santíssima; e essa alma1 falou-me: 

“Para nos salvar é necessária a disponibilidade da oração sincera, porque nós sofremos a perdição e o sangue de Jesus está perdido para nós. Mas se vocês, que amam a Jesus e Maria, se disponibilizam para o propósito de nos tirar daqui, atraem a misericórdia de Deus. Eis o que nos salva!” 
Eu fiquei perplexo; e ela continuou: 
“Glorifique Jesus na hora da Missa; apresenta-o como vítima por nossos pecados e pelo imenso amor para conosco, de maneira especial pelos que são consagrados a Jesus.”

1- Alma de Ir. Maria Teresinha Zonfrilli, conforme me disse a Bela Senhora, no diálogo ‘Sei como você se sente’ (pg. 87 do livro ‘Raymundo Lopes – Uma incógnita dos Finais dos Tempos’). Pertencia à Congregação das Filhas de Nossa Senhora do Monte Calvário. Nascida em Pontecorvo - Itália, em 05/02/1899, faleceu em Roma, em 20 /01/1934. Foi introduzida a sua causa de beatificação pelo Papa Pio XII, em 19/11/1957.

Apavorado, continuei escutando: 
“O cristianismo desta época está sendo arrastado à catástrofe que ameaça a humanidade inteira, numa espécie de desespero. Quem poderá nos aliviar do castigo do Purgatório? Quem nos poderá dar a certeza da vitória da fé? Nestas horas de tempestades, Jesus virá a nós pelas orações de vocês!”
Disse, ainda:
“Estava no Purgatório, a contar pelo tempo da terra, há 75 anos. Sem suas orações eu ainda ficaria lá por longos anos. Eu fui uma religiosa. As pessoas do mundo têm menos responsabilidade que nós. Quantas graças recebemos e não aproveitamos. Minhas irmãs de convento não imaginam quantas graças recebem e não são aproveitadas. Aqui nossos olhos são atormentados pela impossibilidade de ver a Deus. Tive falta de caridade e murmurei contra o Senhor, por ocasião da eleição de uma das minhas superioras pela qual não tinha simpatia. Estive no Purgatório até agora, porque durante a minha vida religiosa falei muito e com pouca discrição. Comunicava amiúde minhas impressões e minhas queixas, e essas comunicações foram para várias de minhas irmãs de hábito causa de muitas faltas de caridade.”
Nessa hora, surgiu um homem e começou a falar: 
“Por que fiquei apegado àquilo que não era meu? Por que dispus dos bens que eram da Comunidade, pois sabia que não tinha o direito de possuí-los? Eu era um sacerdote, e aos prazeres mundanos tinha renunciado livremente. Castidade, eu próprio fiz este voto, livremente, com plena consciência do que isto exigia. Eu próprio me impus esta obrigação. Eu próprio a quis, e depois não a guardei. Por que não fiquei num estado em que pudesse conceber, a mim mesmo, os prazeres do mundo? Sim, eu fiz esse voto, livre. Poderia não o ter feito, mas eu próprio o fiz e era livre. Eu mesmo tomei como obrigação a obediência, livremente. Então não pude julgar por que me condenavam, pois desobedeci as ordens do meu regulamento.” 
Essa alma me fez lembrar, sem cessar, que havia escolhido a Igreja como guia, que no começo da vida religiosa saboreava as doçuras, a força e a pureza daquele amor divino; e, depois, por uma paixão desordenada, se viu obrigada a odiar, sem cessar, esse Deus que elegera para amar. É uma necessidade de odiar e uma sede que os consomem; nenhuma recordação pode lhes dar um pequeno alívio. Um dos maiores tormentos, dizia esse homem, é a vergonha que os envolve. 
Ele continuou: 
“Estava no Purgatório para expiar muitas faltas de confiança em Deus, e saí por intermédio de suas orações. O julgamento de uma alma religiosa é rigoroso, porque não é a Igreja que nos julga, mas Deus. É preciso, durante a vida, uma imensa confiança em Sua misericórdia. Quantas graças perdemos porque não temos confiança em Jesus. Meu Purgatório foi longo, pois não aceitei a vontade de Deus, nem fiz sacrifícios da minha vida, com resignação bastante, durante minha doença. A doença é uma grande graça de purificação, é verdade; mas, se não nos acautelarmos, pode ser ocasião de nos afastarmos de Deus, de esquecermos que fizemos votos e fomos consagrados. Deus é amor, mas também é justiça.” 
Eu pensei: se falo disso às pessoas, estou frito!! 
Em dado momento, a Bela Senhora interveio e disse: 
“Você deve ficar profundamente inquieto! Não será por temer que, por algum pretexto, as pessoas que o escutam, que não devem crer demasiadamente em videntes, sob o pretexto de que revelações privadas não interessam diretamente à fé e que a imaginação é sempre mais viva do que se pensa? Sob pretexto de que essas aparições tornem suspeitas visões celestes? Sob pretexto, enfim, de que a Igreja não saberá discernir o verdadeiro do falso? Esses fenômenos místicos, aos quais Deus permite que eu lhe dê, não serão para temer que alguns de vocês hesitem em dar grande difusão e alcance mundial às palavras divinas que lhe apresento. A samaritana do Evangelho correu para contar o que se passara com ela. Madalena apressou-se em anunciar que vira Jesus. Como vocês poderão tardar em dar a conhecer às almas, que ainda vivem em seu meio, as riquezas insondáveis do Coração de Jesus? 
Vou ainda retornar, para lhe fornecer algo mais sobre essas almas que dependem da oração de vocês.”                     

“A doença é uma grande graça de purificação
é verdade; mas, se não nos acautelarmos,
   pode ser ocasião de nos afastarmos de Deus.” 

 Oração pelas almas do Purgatório

Senhor bom Deus, estamos aqui, humildemente, Te pedindo que tenhas misericórdia das almas dos fiéis que padecem no Purgatório; são irmãos e irmãs que viveram na terra e, por descuido, deixaram de fazer Tua vontade, por isso foram privados de Tua presença.
Tem pena deles, Te pedimos mais uma vez, com humildade. E, em resposta a Teu amor para conosco, Te oferecemos um Pai-Nosso, que, temos certeza, irá fazer com que essas almas sejam objeto de Teu olhar. 
Amém.
Pai nosso que estais nos céus,…
Agradeço a Deus por me ter criado e permitido que abra meus olhos e veja a beleza da criação.
Agradeço a Deus por permitir que deixe cair em meu rosto, em minhas mãos e meus pés a água que purifica.
Agradeço a Deus por sentir na boca o alimento que me nutre.
Agradeço a Deus por me mostrar que existem pessoas mais sábias do que eu, e com elas eu possa aprender muitas coisas mais.
Agradeço a Deus por deixar que eu ande e trabalhe, para que outros possam desfrutar de tudo isso que sinto em meu coração.

Atenção: Rezar esta oração preferencialmente na hora da Santa Missa.

Este diálogo encontra-se no livro (Uma incógnita do final dos tempos)

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