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Jesus fala na Capela

11 de setembro 2000 - Vila Del Rey

Era 3 de abril de 2001. Encontrava-me na Capela Magnificat polindo a porta do Sacrário, quando ouvi a voz de Jesus:
– Ama a minha Igreja?
– Claro, Senhor, que amo a Tua Igreja!
– Então, cuide para o que minha querida e doce Mãe lhe disse não se perca, e cumpra com seus compromissos para com Ela. 
Segundos depois, escutei a segunda pergunta:
– Ama a minha Igreja?
– Sim, Senhor, amo muito a Tua Igreja!
– Então, use o seu amor como canal, para que as orações do Grupo Missionário cheguem até mim.
Retirava-me da Capela, quando veio a terceira pergunta, no mesmo tom:
– Ama a minha Igreja?
– Senhor, já te disse por duas vezes que amo Tua Igreja. Que provas me pedes para que eu possa Te mostrar isto?
– Desejo que no dia 3 de julho se prostre a meus pés e solicite a minha misericórdia, pedindo para que salve minha Igreja do perigo de uma divisão sem precedente, que causará uma desgraça social, moral e espiritual no mundo inteiro. Se não houver a interferência com a minha misericórdia, verão as trevas descerem sobre suas cabeças e de seus filhos; verão a sede de Pedro entregue a uma corja assassina, comandada pela maçonaria eclesiástica; verão o Supremo Pastor entregue a mãos corruptas e inescrupulosas ferindo-o no coração, abrindo espaço para que o Anticristo tome lugar na Cátedra de Pedro, antes do tempo anunciado pelos profetas. Atendendo às constantes preces de minha querida e doce Mãe, concedo-lhe e ao Grupo Missio-nário o poder de evitar isso, pedindo a interferência do Céu. Isto lhe concedo; e se ama a minha Igreja e ama minha querida e doce Mãe, use do poder de minha misericórdia e evite essas trevas que abalarão os alicerces da minha Igreja no mundo inteiro.
Saí da Capela atordoado com o que tinha escutado, e não sabia o que fazer e nem como fazer. Lembro-me que depois eu tentava falar disso com as pessoas que me ajudam no SIM, mas não sabia como abordar o assunto. No dia 26 de abril, voltando do almoço, eu, Francisco Lembi, Gerson Neves e Antônio Vasconcelos conversávamos sobre a purificação, acreditando que aconteceria em data dedicada a um dos apóstolos. Ao falar de São Tomé como uma data próxima, embora sem saber seu dia, vimos na nossa frente uma Kombi branca estacionada, e em sua porta escrito, em letras grandes, a palavra Tomé. Isto chamou nossa atenção.
No dia seguinte, olhando alguns papéis em minha casa, deparei-me com um santinho de São Tomé. Ao pronunciar seu nome, identificando-o, ouvi um estrondo. Era um quadro de Santa Teresinha que havia caído, sem nenhum motivo aparente. Depois, o Francisco começou a me dizer que achava que alguma coisa aconteceria no dia de São Tomé, pois aquilo não poderia ser apenas uma coincidência. Pareceu-me que algo movia a sua mente para a mesma situação, isto é, levar o Grupo Missionário a um momento de oração profunda em favor da Igreja. De minha parte, eu evitava tocar no assunto do diálogo do dia 3 de abril, porque queria ver até que ponto o grupo se colocaria em campo para uma empreitada dessa natureza, mesmo porque eu estava em dúvida se conseguiria atender o pedido de Jesus.
Depois Francisco sugeriu que deveríamos fazer um tríduo nos dias 1, 2 e 3 de julho, dedicado aos apóstolos Pedro, Paulo e Tomé. Achei interessante a proposta e concordei com ele, sem nada adiantar-lhe sobre o acontecido na Capela no dia 3. Os missionários mais próximos começaram então a me argüir sobre os dias de trevas e purificação. Firme, eu nada lhes adiantava, objetivando conduzir o grupo somente para uma oração pela Igreja. E assim então fizemos o Tríduo. 

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