Cronicas de Raymundo Lopes
Na Sinagoga

Raymundo Lopes - 04 de agosto de 2015

Na Sinagoga

Tinham marcado uma reunião comigo, na Sinagoga, da qual participaria um importante representante dos judeus, para o dia 30 de julho (2015), às 21:30 horas. Eram 19:30 horas, desse dia, quando meu celular tocou:
– Daniel?
– Sim.
– Podemos remarcar a reunião para as 20 horas?
– Sim, podemos.
– Estamos te esperando.
Cheguei ao local, e me deram uma espécie de solidéu igualzinho aos que os cardeais usam, e me disseram:
– Na frente do rabino, use isto!
Eu trazia na bolsa a medalha de Nossa Senhora (Medalha Missionária); e Ela me disse:
“Quando lhe pedirem que use isso (solidéu), peça a eles que usem a medalha. Foi para essa finalidade que reservei este momento!”
Entrei e não deu outra, eles me disseram:
– Você não está usando o kipot. Por favor, na frente do rabino, é praxe nossa o uso, faça o favor de colocá-lo.
– Se ele colocar a medalha que tenho aqui, farei o mesmo. – respondi.
– Deixe-me vê-la! – replicou.
Mostrei, e eles me disseram:
– Mas isto é um símbolo!
– O seu também é!
Na frente do rabino, ele ficou me olhando e disse em inglês, para o seu tradutor:
– Diga a ele para colocar o kipot.
– Não precisa traduzir, eu entendi, farei o que pede se ele colocar a medalha que trago comigo!
– Qual medalha? Deixe que eu a veja!
Mostrei-lhe, e ele me disse:
– O rabino não portará isso nunca, não é nossa tradição!
– É nossa tradição colocá-la (a Medalha). Eu peço que o faça, para que possamos conversar.
Em inglês, ele disse ao rabino que, pela minha resposta, ele então dispensava o uso do kipot; e eu o dispensei da medalha.
– Daniel, li os seus escritos e chegamos à conclusão de que nosso tempo está terminando. Isto está acontecendo?
– O seu tempo acaba agora, o meu já está terminando. É o que posso afirmar, por enquanto!
– Como assim?
– Na Torá, em Zacarias, está a resposta. Leia para mim, é a minha resposta.
– Em que capítulo?
– No 12!
Ele abriu a Torá e leu todo o capítulo, em inglês, é claro!
– Entendeu? – perguntei-lhe.
– A Torá é santa, como sabe disso?
– Pela nossa Bíblia, que também é santa. São dois santos, não acha?
E argumentei:
– Agora você está com a santidade da Torá; a palavra é sua, rabino, me responda, através da Torá.
– Acho que tem razão, mas vamos falar do Messias.
– Qual deles? – perguntei-lhe.
– O Messias verdadeiro.
– São dois? – repliquei.
– A Torá diz que é apenas um: o que estamos esperando.
– Em quem vamos acreditar: em Zacarias ou o que vocês esperam?
– O que nós esperamos é a verdade.
– A verdade prevalece! – disse-lhe.
– Vamos ao que interessa e é o motivo do nosso encontro: devemos continuar esperando?
– Eu O espero, a comunidade cristã não espera nada, quem ainda espera é vocês.
– Yeshua?
– Sim. – respondi.
– Mas Yeshua não é Deus, o Messias.
– Não, mas o Espírito que está com Ele tem poder para isso, e já veio, e veio através de vocês, o povo escolhido.
– Escolhido?
– Vocês é que disseram, não foi a cristandade.
– A terra de vocês é o mundo, ainda não entenderam isto? Yeshua veio para o mundo e não apenas para vocês.
Yeshua veio com vocês e Ele acabará se deixando conhecer depois desta caminhada pelo mundo. Vocês não perderam Jerusalém, ganharam o mundo nestes dois mil anos de viajem através dos países, foram quase exterminados, mas estão firmes para receber Yeshua.
– Nunca ninguém nos falou desta maneira!
– Qual? Fazendo brotar a verdade? – disse-lhes.
– Nosso prazo perante a Torá vence agora!
– Aceite, pela Torá, Yeshua, senão será atribuída a vocês desgraças. Não acumule mais essa, Yeshua mais o Espírito, que a Torá diz ser a Verdade, já veio e o prazo segundo a Torá está terminando.
– Mais um exemplo? Vejo que conhece muito a sua Bíblia! – disseram-me eles.
– Leia em João, que segundo vocês mesmos era judeu, o capítulo 2, exatamente nos versículos 16 a 21, lá está a
resposta. Aproveite e dê uma olhada no mesmo capítulo, entre os versículos 1 a 12, isto vai complementar o meu argumento.
– Você é sacerdote?
– Sou, mas não sou ungido, somente padres o são, e os senhores também são sacerdotes, o povo escolhido, isto afirma Abraão e os profetas, não acham?
– Eu sou ungido! – disse ele.
– Então é padre, um grau mais alto do que o meu. Aproveite e leia na Bíblia, em Lucas, que por sinal era grego,
no capítulo 2, versículo 41, se não me engano, até o 52, vai ajudar vocês a compreenderem o sinal da Aliança.
– Qual Aliança?
– Vocês são judeus; o senhor, que é o chefe deles, não sabe?
– Você sabe?
– Acho que sei, mas sei por Yeshua. Pergunte quem vem. Ele, o Espírito, responder-lhes-á com certeza.
– Você é uma pessoa séria. Gostaríamos de ouvi-lo mais. Iria a Jerusalém?
– Se pagarem a passagem, e para falar de Yeshua, e se meus 74 anos permitirem, irei.
– Vamos pensar nisto com urgência!
– Pense logo, porque agora é meu tempo que está terminando!
– Nós nos encontraremos breve!

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