Cronicas de Raymundo Lopes
Pão e Vinho

26 de Setembro de 2017

Pão e Vinho

Em 1215, depois de um encontro de bispos no Palácio Laterano, em Roma, o Papa Inocêncio III fez uma declaração de importância vital acerca do sacramento conhecido por várias denominações:

Santa Comunhão, Ceia do Senhor e Eucaristia.

Foi estabelecido que o pão consagrado e consumido solenemente pelos fiéis e pelo sacerdote, era o verdadeiro corpo e sangue de Cristo.

Essa doutrina, conhecida como transubstanciação, viria a ser a principal causa de divergência três séculos mais tarde, com o advento do protestantismo.

Quando ouvida pela primeira vez, a palavra transubstanciação pode parecer complicada e abstrata.
É difícil também de pronunciar, com 17 letras; mas a ideia por trás dela era nítida e enriquecedora para os cristãos.

A nova doutrina conferiu mais importância a bispos e sacerdotes, os responsáveis pela cerimônia de consagração, em que o pão instantaneamente se transforma no material integral do corpo e sangue de Yeshua.

A mesma resolução determinava que o vinho, verdadeiro sangue de Yeshua, deveria ser ingerido por pessoas que participassem da celebração.
A nova ênfase na natureza milagrosa da Eucaristia afetou a disposição interna da Igreja Católica.

A cerimônia passou a ficar parcialmente escondida da comunidade.

Raymundo Lopes



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