Cronicas de Raymundo Lopes
Vamos ao novo papa?

Raymundo Lopes - 14 de março de 2013

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Ser papa é imitar a vida de Jesus, esse deveria ser o ideal.
Jesus começou a fazer e a ensinar. Primeiro a fazer, depois a ensinar. E qual foi o seu primeiro feito? Nasceu de Maria, como o último dos favelados, num local onde guardava animais. E qual foi o seu primeiro ensinamento? A primeira das suas bem-aventuranças:“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus”.
Assim Ele começou a viver e a ensinar, e desta forma Ele continuará a vida toda dando-nos um exemplo constante de desprendimento, vivendo pobremente em Nazaré, ganhando o seu sustento e o da sua mãe com o trabalho duro e sofrido, tendo às vezes para comer apenas um punhado de trigo recolhido à beira do caminho, e como único repouso o duro banco de uma barca de pescadores, sem bagagem, desinstalado, à mercê dos que o solicitavam, morrendo nu, desprendido de tudo.
Ele podia afirmar com a maior dignidade humana: “As aves do céu têm ninhos e as raposas as suas tocas, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a sua cabeça”. O exemplo de Jesus deve levar os Papas a conformarem-se com Ele na liberdade interior em relação a todos os interesses eclesiásticos e poderes sobre a cristandade.
É certo que temos o direito de desistir, de renunciar, mas se queremos seguir Jesus como apóstolos, com liberdade de movimento, não podemos desistir nem renunciar daquilo que foi aceito, a liberdade de ser um Papa In Persona Christi.

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